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domingo, 7 de junho de 2015

QUEM DÁ É QUE DEVE FICAR GRATO

Existem apenas duas maneiras de se viver: 
uma é dar, repartir, amar e a outra 
é tirar, explorar, acumular. O amor e o dinheiro 
são os símbolos desses dois caminhos.
 
Qual a dinâmica disso?
Por que todos estão tentando explorar, acumular?
Onde estão as regras?
 
Um homem no caminho do dinheiro 
não pode compreender um homem no caminho do amor – 
é impossível, eles nunca se encontram.
 
Primeiro, procure entender por que o amor se tornou impossível, por que você não pode amar – essa é a raiz.
Desde o início, algo aconteceu de errado 
na mente da criança que a impediu de amar.
 
Quando uma criança nasce, você começa a manipular 
seu amor, dizendo: “Sou seu pai ou sou sua mãe,
 portanto me ame”. Mas o amor não conhece a palavra “portanto”. Então, antes que a espontaneidade ocorra,
começamos a forçar a criança.
 E ela tem de aceitar porque é indefesa.
 
A criança nasce e então, a cada dia, afasta-se 
para mais longe da mãe. Tem de ser assim, senão 
nunca será independente, nunca será ela mesma.
Tem de se afastar todos os dias, de todos os modos, 
mas a mãe não lhe permite: “Não saia destes limites! 
Não saia de casa! Não vá pra rua! 
Não brinque com aquele menino! Não se afaste!
A mãe cria cada vez mais limites. 
E quanto mais limites são criados, 
mais a criança sofre – o ódio nasce.
 
Mas o ódio deve ser compreendido, aceito. 
Você tem de saber que isso faz parte do crescimento.
A criança tem de se distanciar e você tem 
de permitir cada vez mais liberdade.
É claro que tem de estar alerta 
para a criança não se machucar.
Mas se você cortar toda a liberdade 
tendo em vista que a criança poderá se machucar 
estará criando uma mente cheia de ódio.
 
Desse modo ela começa a vender seu amor. 
A política nasce, e ela sorri quando no fundo está irada;
demonstra o seu amor quando, na verdade, 
ele não está presente, quando está com raiva, 
odiando seu pai e sua mãe.
 
Quando uma criança diz: “Não amo ninguém mais 
como você mamãe”, isso é uma barganha.
Quando diz: “Eu o amo papai, você é o único, o maior, 

o melhor pai do mundo”, está apenas sendo político, 
tornou-se parte de um jogo de enganações.
Mas então as fontes já se envenenaram.
 

E se a criança começar a odiar a sua mãe, 
nunca será capaz de amar uma mulher.
Você já observou que toda vez que você 

está apaixonado, divide-se em dois?
Uma parte fica manipulando... E no fundo 

sempre sabe que está manipulando: o homem tenta 
explorar a mulher e a mulher tenta explorar o homem.
E uma vez casados, isto é, uma vez que o amor 

tornou-se um vínculo – toda a falsidade 
vai desaparecendo pouco a pouco.
 

E, então, a pessoa real, autêntica, vem à tona, 
e há conflito.Todo o amor desaparece – pois, 
para começar, ele nem existia. Senão,
 como poderia desaparecer?
 

O amor é o que há de mais eterno no mundo.
Como pode desaparecer tão cedo? 

A lua de mel nem terminou e o amor já desapareceu.
Se o amor é apenas um meio para conseguir algo mais 

e não um fim em si mesmo, então ele pode ser um jogo,
 mas não se transformará numa existência realmente significativa. Então, você estará apenas jogando.
E quando o amor torna-se artificial, 

o dinheiro torna-se importante.
 

Quando você está amando sente-se totalmente seguro
- o amor lhe dá uma segurança interior.
Você pode ser um mendigo, mas se estiver apaixonado, 

nenhum imperador poderá competir com a sua segurança.
Para viver, você tem de andar por caminhos desconhecidos.
Há perigo: a cada esquina a morte pode estar esperando.
 

Porém, quando você conhece o amor, 
não teme nada, nem a morte. E somente quando 
você não teme a morte é capaz de viver! 
De outro modo, como poderá viver! 
Você terá medo até de respirar. Afinal, existem germes.
 

A vida necessita de expansão. O medo não permite – 
então a segurança torna-se tudo.
Eis porque o dinheiro é tão importante – 

ele o ajuda a não viver.
Um homem pobre tem de viver, um rico não.
Um homem rico não precisa viver,

 ele tem recursos pra isso. 

Um homem pobre tem de viver, 
tem de ir para as ruas, mover-se no perigo,
 nas multidões, não pode se permitir não viver.
Eis porque um rico, pouco a pouco, 

fica encarcerado na sua riqueza, isolado.
Que tipo de homem é esse?
Você o encontrará por toda parte. 

Onde há medo, ninguém pode ser um amigo. 
Todos são inimigos e você tem de se proteger.
O dinheiro é sua proteção contra o amor, 

contra a vida, contra a morte, contra Deus.
 

Esforços contínuos para a segurança significam 
que você ainda não foi capaz de amar; 
senão o amor teria sido segurança suficiente.
 

O dinheiro é o símbolo de um homem morto, 
é o amor de um homem morto.
Olhe para a mente neurótica por dinheiro. 

O que ela está dizendo?
Ela pensa que com dinheiro pode comprar a vida, 

pensa que com dinheiro pode comprar o amor, 
pensa que com dinheiro pode brincar de Deus.
 

O dinheiro pode ser necessário no mundo
 e temos de viver no mundo. Ele pode ser o meio de troca 
nesse mundo louco – mas não é nada.
É apenas um meio inventado e reconhecido 

para que as coisas possam ser trocadas.
O amor é a lua real, o dinheiro é o reflexo.


Resumindo...
 

O amor só pode ser espontâneo. 
Não há outro jeito, você não pode ser treinado para ele. 
É preciso apenas esperar, esperar.
A liberdade deve ser permitida à criança para que,

 algum dia, o amor possa surgir. Mas para isso é necessário 
um pai e uma mãe muito corajosos.
Ser mãe é uma das coisas mais difíceis do mundo. 

Qualquer uma pode dar à luz uma criança, 
mas muito poucas estão qualificadas para ser mãe.
São raras porque ser mãe significa dar liberdade 

e amor à criança de tal modo que o amor espontâneo surja.



OSHO



Estamos prontos para amar? Se tivermos medo não estaremos. Precisamos ser intrépidos, ousados, dar sem nada querer em troca. Estamos preparados para ser espontâneos? Veja, não existe treinamentos para isso. É necessário fazer a própria experiência. Osho diz que precisamos nos extasiar diante da vida. Para que isso aconteça temos que ser desapegados, mesmo que tudo ou nada tenhamos, porém "aqueles que nada tem querem muito e os que tem muito querem mais". Que dilema! A eternidade está à nossa disposição... um dia aprenderemos. KyraKally

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